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Poema do tempo da Guerra

Poema do tempo da Guerra: “Vésperas de Natal”
In: “Runos Divergentes”, Nangade, Dezembro de 1967
de: Joaquim Coelho




VÉSPERAS DE NATAL
-
Parti logo ao amanhecer
para as terras de Nangade,
percorri os trilhos secretos
abraçado à arma discreta...
embrulhei-me na densa mata
e subi mais ao planalto
solidário com os soldados
que aproveitam as sombras
onde repousam cansados.
-
São já vésperas do Natal
e o sol atiça o desejo
de abraçar o meu país;
com os lábios duros e ásperos
não posso saciar a sede
nem mastigar os frutos secos
que a áfrica loira me oferta.
-
Se à noite ouvir batuque
e sentir a arma nas mãos
viajarei até à consoada
numa caminhada nocturna,
porque tenho a alma habitada!
Nangade, Dezembro de 1967

(In: "RUNOS DIVERGENTES", poemas da guerra)
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